A maior parte desses pequenos insetos marrons e sem asas, com mais de 2000 espécies e presentes no mundo todo, vive nos mamíferos, nutrindo-se do seu sangue e, quando passam de um hospedeiro para outro, acredita-se que possam levar germes de doenças graves. Além do mais, a saliva deles provoca a dermatite alérgica, queda de pelo e infecções bacterianas secundárias em animais mais sensíveis, além do intenso prurido, o que estressa o animal e causa anemia, dependendo da intensidade da infestação.
A pulga, quando ingerida, leva para o intestino dos cães e gatos a forma infectante de um verme cestóide semelhante à Tênia, que causa irritação anal, diarréia com muco e sangue. Grande infestação pode causar crises convulsivas. O animal apresenta coceira na região anal, arrastando a região no chão e, às vezes, podem ser vistas as proglotes do verme (pequenos reservatórios de ovos), em volta do ânus ou nas fezes, semelhantes a grãos de arroz. A Tênia é a "solitária" do homem e, portanto, estamos falando em uma zoonose (doença transmitida dos animais aos humanos). Por isso é importantíssimo vermifugar o animal quando apresenta pulgas. Converse com o seu veterinário, para que ele indique o vermífugo ideal.
Além da dermatite alérgica e da tênia, a peste bubônica também é uma doença transmitida pelas pulgas.
Uma vez que a pulga só vai ao animal para se alimentar -- vivem e põem os ovos no ambiente -- é este o responsável pelas grandes infestações. Assim, para o efetivo controle de infestação, deve-se atuar no ambiente e no animal simultaneamente. Então, saber do ciclo da pulga é fundamental. São necessários somente 16 dias para que esse inseto passe de ovo a larva, pupa e adulto capaz de postura. Diante dessa rapidez na reprodução, pode-se ter uma idéia de quão trabalhoso e frustrante é lidar contra uma infestação de pulgas.
Como evitar a infestação
Especialistas recomendam proteção contínua contra essas parasitas. Verão, Primave, calor e umidade compõem o ambiente perfeito para a ação das pulgas e dos carrapatos em cães e gatos. O que conseguimos ver -- as pulgas adultas nos animais -- representam apenas 5% do problema. Os outros 95%, que estão sob a forma de ovos, larvas e pupas, estão no ambiente e se transformarão em novas pulgas em poucos dias, capazes de procriação. O ciclo dessas parasitas começa entre 24 a 48 horas após a pulga adulta picar o cão ou o gato. É quando ela começa a postura, que pode chegar a 2.000 ovos durante o tempo de sua vida.
O ambiente pode estar infestado e as pessoas que ali vivem não serem importunadas por eles, porque a pulga é espécie-específica, ou seja, existem pulgas que atacam humanos e outras que picam animais. A pulga de cães e gatos não vai atacar as pessoas enquanto ela tiver disponível uma fonte de alimento. Daí porque o problema pode ficar desapercebido até que a infestação tome proporções catastróficas.
Existem medicamentos, sprays, xampus e inseticidas que atacam as pulgas e suas larvas, mas nenhum deles atinge a pupa. Para cada caso há uma solução mais adequada, dependendo do grau de infestação, do tipo dos ambientes em que vive e frequenta, do número e condições dos animais com quem tem contato e se é alérgico ou não. Por isso a conversa com o Veterinário é importante.
A utilização do produto adequado deve ser periódica porque a eliminação das pulgas adultas não significa o fim do problema. Em condições ideais de temperatura e umidade as pupas (estágio anterior da pulga adulta) eclodem, provocando a chamada reinfestação.
Para o ambiente:
É recomendável: evitar o uso do carpete em casas que têm animais; ter o piso bem rejuntado; manter o canil e as cobertas sempre limpos e desinfetados.
Para o animal:
Importante
Fonte: www.vidadecao.com.br