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A Veterinária e os florais de Bach

Por Martha Follain ( * )

O exercício da "arte" de tratar animais começa com o processo de domesticação dos lobos, pelo homem primitivo. O mais antigo registro que se tem notícia data do século XVIII a.C. - é o "Papyrus Veterinarius de Kahoun", que fazia referência à medicina animal. Indicava técnicas de diagnóstico, sintomas e tratamento de várias espécies animais - alguns princípios elementares da medicina animal desenvolveram-se paralelamente à medicina humana.

A medicina animal era praticada 2000 anos a.C. em certas regiões da Ásia, da África, do Egito à Índia Oriental. O Código de Hammurabi (1700 a.C.) - corpo de leis estabelecido por Hammurabi que definia a estrutura social da Babilônia - já registrava referências à remuneração e às responsabilidades atribuídas aos "médicos dos animais".

No mundo romano, há informações sobre a história natural das doenças animais.

O tratado chamado "Hippiatrika" foi encontrado em Bizâncio (atual Istambul) em meados do século VI da era cristã. Esse tratado foi compilado por diversos autores e explicava sobre o exercício da profissão veterinária (sobre os "hipiatras" - os que tratavam de cavalos), a criação dos animais e suas doenças, contendo 420 artigos, dos quais 121 escritos por Apsirtos, considerado no mundo ocidental, a partir dos helenos, o pai da medicina veterinária.

Na Europa, os primeiros registros originam-se da Grécia, no século VI a.C. Nesse continente, quando ainda não existiam escolas de veterinária, aqueles que exerciam a medicina animal de uma forma empírica, eram denominados "marechais-ferradores" ou "rossartz" ou "ferries".

O marco do estabelecimento da medicina veterinária moderna organizada segundo critérios científicos começou a desenvolver-se com o surgimento da primeira escola de medicina veterinária do mundo em Lyon, na França. Ela foi criada pelo hipologista (especialista em cavalos) e advogado francês Claude Bougerlat, a partir do édito real assinado pelo rei Luiz XV em 04 de agosto de 1761. A segunda a ser criada foi a escola de Alfort, em Paris.

Assim como as origens da medicina animal, a da terapia floral perde-se em tempos imemoriais. As essências florais também têm uma longa história, abrangendo várias culturas. O uso de flores e plantas no tratamento da saúde de animais e humanos é muito antigo. Pesquisas indicam que as flores já eram utilizadas com essa finalidade antes de Cristo. Na época de Cristo, há registro de curas medicinais através de plantas e flores, em animais e humanos.

Os aborígenes australianos comiam a flor inteira para obter seus efeitos,.e tratavam dessa forma seus animais. Tanto os egípcios como os africanos e os malaios já faziam uso das flores para tratar os desequilíbrios físicos e emocionais. No século XVI, o grande curador e místico Paracelso utilizava as essências florais, recolhendo o orvalho das flores para tratar problemas de saúde em seus pacientes.

No início do século XX, o médico inglês Edward Bach resgata o método de cura através das flores. Renomado patologista e bacteriologista, atuante por mais de 20 anos em Londres, abandonou sua prática, em 1930, para dedicar-se integralmente à pesquisa de seu método. Desde a época de estudante, interessava-se mais pelos pacientes do que por suas doenças, pois sentia que ocupar-se só dos sintomas físicos não era o bastante. Todos os remédios usados em seu método de tratamento são preparados a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres. Não são prescritos diretamente segundo o mal-estar físico, mas sim de acordo com o estado mental e emocional do paciente. Os remédios de Bach tratam os humanos e animais doentes e não as doenças.

O Dr. Bach experimentou a medicação floral em animais e concluiu que as essências para os sintomas deles são as mesmas dos humanos (ele tratava seu cachorro com elas). Isso porque os animais acabam funcionando como catalisadores dentro do ambiente doméstico, captando diferentes energias e sendo expostos às mesmas enfermidades físicas, mentais e emocionais dos seus donos.

A terapia floral de Bach, como terapia vibracional que é, está ganhando cada vez mais espaço na medicina veterinária (e aqui não há que se falar em efeito placebo). Os animais respondem efetiva e rapidamente ao tratamento com os florais e eles podem ser administrados em cães, gatos, ferrets, cavalos, abelhas, aves, peixes, animais silvestres, animais selvagens, enfim, para qualquer um. As essências funcionam para tratar comportamentos, desequilíbrios mentais, emocionais e são coadjuvantes valiosas para complementar o tratamento do veterinário em diversas patologias.

Fevereiro - 2006
Martha Follain - formação em Direito, Neurolingüística, hipnose e regressão.
Terapia reikiana - animais e humanos. Terapia floral - animais e humanos.
CRT 21524.

www.floraisecia.com.br
www.santaignorancia.com.br

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Conteúdo desenvolvido por Márcia Graminhani
Espaço gentilmente cedido por Cebinet