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LEITE: A CLARA CRUELDADE NÃO SÓ COM O BEZERRO.

Por Fátima Borges Pereira

Todos os animais mamíferos foram presenteados pela natureza com leite próprio para cada espécie. Por que só a espécie humana se alimenta e/ou alimenta seus “filhotes” com o leite específico de outra espécie?

Se o homem tivesse quatro compartimentos no estômago e precisasse crescer tão rapidamente como o bezerro, talvez tirasse algum proveito deste líquido tão alvo e tão carregado de gordura, mas não é esse o caso.

Não foi à toa que o Ministério da Saúde, numa página do INCA – Instituto Nacional do Câncer - alertou que o leite integral e seus derivados se consumidos regularmente durante longos períodos, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Por possuir muita gordura e alto teor de proteína que conjugada com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio no corpo, ocasionando a osteoporose. O leite que ingerimos vem recheado de fezes, grande fonte de bactérias, que chegam à nossa mesa com milhões de células somáticas (conhecidas como PUS). Na Comunidade Européia e no Canadá só é permitido 400.000.000 de pus por litro, em outros locais não saberia dizer. É certo que a pasteurização é feita mais de uma vez antes de se chegar à mesa, mas somente 15 segundos por vez e à temperatura de 72ºC, o que gera muita desconfiança, já que a água para ser esterilizada precisa ser fervida a 100ºC por vários minutos!

O conteúdo de colesterol de três xícaras de leite é equivalente a 53 fatias de bacon. É uma ilusão considerar o leite de animais um fornecedor de cálcio insubstituível, pois a CASEÍNA, um tipo de proteína do leite, impede que o cálcio seja absorvido pelo organismo humano.

Alguns pediatras apontam a caseína como a principal causa da mucosidade, congestão e dores de ouvido na infância. Com essa mesma CASEÍNA se fabrica uma cola muito forte, que é utilizada na carpintaria e na fixação de rótulos em garrafas. O ser humano, em quase sua totalidade, aos 3 anos de idade já não possui as enzimas necessárias para decompor e digerir o leite que são a RENINA e a LACTASE, daí tantos problemas com o consumo do mesmo e seus derivados. O leite desnatado ainda é pior para o consumo que o leite integral, não se iludam!

O consumo de leite e de seus derivados tem ligação com: bronquite, asma, osteoporose, enfisema, colesterol, alergia, diabetes, doenças coronárias, neoplasias malignas, problemas respiratórios, problemas de pele, doença de Crohn, prisão de ventre, cefaléias (dores de cabeça) e outros.

Atualmente, uma vaca produz dez vezes mais leite do que sua natureza permitiria, graças aos hormônios que lhe são conferidos. As vacas são tratadas como máquinas: não tomam sol, não amamentam seus filhotes, e para combater as doenças, vários antibióticos lhe são ministrados além dos pesticidas. Quanto aos bezerros, eles são retirados da mãe com alguns dias de nascidos, não lhes sendo permitido amamentarem-se nas tetas dela. São confinados em engradados de madeira ou ferro para que não se movimentem e assim produzirem a carne de vitelo, mais uma vez, para a satisfação humana!

Em relação ao cálcio, há uma grande disponibilidade do mesmo na natureza, não sendo necessário ao homem participar diretamente de tanta crueldade com nossos irmãos para obtê-lo. Inclusive, ao deixar de ingerir o leite de vaca, estamos evitando que vacas leiteiras sejam estupradas e que milhares de bezerros sejam trucidados para a fabricação da carne de vitelo e da salsicha do mesmo, que só irá ao mercado graças aos maus hábitos de milhões de pessoas que ainda insistem em beber o leitinho da vaca como se fossem um bezerro!

“O massacre dos animais é também um ato do ser humano contra si próprio. Nós o praticamos porque estamos mergulhados em relações sociais que nos cegam. Enxergar, nas outras espécies, seres que sentem e sofrem é um enorme passo para nos livrarmos das brutalidades que cometemos entre nós mesmos.” – Le Monde Diplomatique

Fontes: www.notmilk.com/badbones.html

www.taps.org.br

www.nutriveg.com.br/tomou.htm

www.svb.org.br

www.escolhavegan.cjb.net

http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1387

Fátima Borges Pereira – Professora de Português e Teatro Infantil, Poetisa, Artista Plástica e Vice-presidente da Ong. DAAJ - Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico. borges.fatima@yahoo.com.br

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Conteúdo desenvolvido por Márcia Graminhani
Espaço gentilmente cedido por Cebinet